Hoje acordei bem cedo, para que com tranqüilidade pudesse me preparar para exercer minha cidadania. Mas, parece que essa palavra tranqüilidade não seria muito adequada para o dia de hoje. Ao chegar ao meu local de votação (EDUCAP), localizado a alguns metros de minha residência, fiquei admirada com a quantidade de pessoas na fila da minha seção, ou melhor, não era apenas a minha naquela pequena sala, e sim, duas. Daí se explica o número de pessoas naquela fila. Apesar deste pequeno contratempo, me mantive tranquila e ao mesmo tempo ansiosa, para cumprir meu direito, ou será, dever?! Porém, com a chegada da presidente do conselho comunitário do bairro (Panatis), os ânimos se alteraram. De um lado os fiscais reclamavam a ela (que se apresentou como coordenadora dos fiscais de uma das coligações do estado), por não poderem permanecer nas salas de votação, como de costume, por causa das instalações físicas daquelas salas (muito pequenas, acomodando apenas, a urna, os mesários e os eleitores). Do outro, eleitores indignados com o tumulto ocasionado pela dita coordenadora e seus subordinados. As pessoas que estavam na fila, protestaram contra aquela confusão, alegando que o curso da votação estava sendo prejudicado. Pois com a permanência desse pessoal na porta da sala, os eleitores encontravam dificuldade para entrar. E muitos que ali estavam ainda iriam para o seu local de trabalho e demais compromissos. Incrível como um simples acontecimento como este nos faz enxergar coisas que normalmente nunca pararíamos para observar. Comecei então a pensar, porque mesmo que estes fiscais têm que ficar dentro da sala de votação? Qual a sua função? Isso muito me faz lembrar a nossa história, de quando havia o voto de cabestro. Será que isso ainda não ocorre de uma forma mais moderna? Será que a presença deles não acaba inibindo “alguns eleitores”, que porventura, tenham trocado alguns favores pessoais por seus votos? Porque a fiscalização das salas não fica por conta dos funcionários do próprio TRE? Que a meu ver, são pessoas mais apropriadas e imparciais para fiscalizar qualquer irregularidade e tirar possíveis dúvidas dos eleitores. Ao chegar em casa ainda tentei por várias vezes telefonar para o disque eleitor, na intenção de pedir informações sobre o acontecido e me certificar se aquela bagunça toda era legítima ou não. Mas, sem êxito, o telefone permaneceu ocupado até o fim da tarde. Fica aqui então, apenas minha indignação e reflexão sobre o acontecimento. Ah! E tomará que tudo tenha se resolvido da melhor forma, pois quando saí do local (EDUCAP), a coordenadora dos fiscais ficou esbravejando os mesários e ligando para o advogado da coligação, para que ele fizesse valer o seu “direito” de estar dentro da sala, e quem sabe, segundo ela, solicitar a impugnação daquelas seções.
Que o consciente povo brasileiro tenha conseguido exercer, de fato, a sua cidadania!
Simone Moreira.

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